04 Maneiras De Você Se Proteger Da Inflação

Dec 16 / EQUIPE MONWAY

TEMPO DE LEITURA: 09 MINUTOS

Todo mundo tá vendo como o descontrole de preços dos produtos e serviços tem penalizado de forma dramática a população brasileira, especialmente as camadas de baixa renda. A inflação nos últimos 12 meses chegou a 10,25%, o que não ocorria há mais de cinco anos. Trata-se também da maior taxa anual desde fevereiro de 2016, quando ficou em 10,36%.

Em Setembro, o índice de preços ao consumidor atingiu 1,16%, a maior taxa para meses de setembro desde o início do Plano Real, em 1994. Na prática, o que acontece é que com a mesma quantidade de dinheiro não é mais possível comprar as mesmas coisas, e a inflação corrói a renda.

Entenda o que é inflação

Inflação é a escalada de preços, tanto dos serviços quanto dos bens de consumo. Ela reflete os ciclos da economia, sendo influenciada por diferentes fatores.

O aumento da demanda por um produto pode gerar inflação. Se a gente começar a comprar muito feijão e os produtores não conseguirem atender a nossa demanda, o preço vai subir.

Aliás, os custos de produção também interferem no eventual reajuste. Quando o trigo está caro, por exemplo, o impacto acaba se estendendo a todos os alimentos à base de farinha, o que acaba pesando no bolso do consumidor final, que somos todos nós que gosta de um pãozinho e um bolo.

Mas é claro que essas variações não são uniformes. Alguns setores da economia oscilam mais que outros. Por isso, existem diferentes bases de cálculo.

A inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços para o Consumidor Amplo (IPCA). Todos os meses, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compara 430 mil preços em 30 mil pontos de venda. A variação para cima indica que determinado produto inflacionou.

Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) é um indicador usado para calcular o valor de aluguéis, entre outras despesas. Ele é compilado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que considera os preços praticados em setores como educação, habitação, varejo e construção civil. Em agosto de 2021, o IGP-M acumulado dos últimos 12 meses era de 31,12%.

Conheça mais sobre os indicadores da inflação

IPCA: O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o índice de inflação oficial no Brasil. É por meio dele que é avaliada a variação de preço de diversos itens fundamentais, como habitação, transporte, saúde, alimentação e educação.

IPA: O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) analisa o mercado atacadista. Nesse sentido, ele reflete os preços antes de chegarem ao varejo. Produtos agropecuários e industriais são os principais considerados nesse índice.

INCC: Já o Índice Nacional de Preços da Construção Civil (INCC) avalia a variação ocorrida no mercado imobiliário. Os bens e serviços da construção civil são os principais produtos analisados por ele.

Como o aumento do preço dos alimentos afeta as finanças do brasileiro
Uma pesquisa do Datafolha realizada em setembro deste ano mostrou que 85% dos brasileiros acabaram tirando um item alimentício de suas compras desde o começo desse ano, sendo que os itens mais comentados foram a carne de boi, refrigerantes, sucos e laticínios. Por outro lado, o ovo acabou sendo substituído nas compras.

Itens considerados básicos também passaram por uma diminuição de consumo. A compra de arroz caiu 34%, do feijão 36% e do macarrão 38%, entre a população considerada no estudo.

Segundo dados fornecidos pelo Cepea, os principais alimentos que passaram por uma alta de preços em 2020 foram:
  • Arroz (76%);
  • Batata (68%);
  • Tomate (53%);
  • Carnes (18%);
  • Leite (17%);
  • Aves e ovos (15%);
  • Pães (6,5%).

Todas essas variações causaram mudanças na maneira que os brasileiros administram suas finanças. 

Há relatos daqueles que possuem baixa renda e precisam escolher entre comprar comida ou usar o dinheiro para pagar transporte para se deslocar até uma agência de emprego e muitas pessoas passaram a comprar na feira e cortar a ida ao supermercado.

Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) feito esse ano mostrou que o custo da cesta básica aumentou em quase todas as capitais do país.

4 maneiras de se proteger da Inflação

1. Pesquise MMMUUUIIITTTOO antes de comprar e aproveite as promoções

Se você já pechincha, agora então tem que ser PhD na matéria. Em tempos de inflação alta, é muito importante comprar nos lugares mais baratos para sentir menos o efeito da perda do poder de compra.
Talvez o supermercado mais barato não seja aquele que está do lado da sua casa. Presta atenção se a comodidade faz com que você se renda a preços mais altos. Atualmente isso talvez impacte no seu orçamento. Pode começar a valer a pena tirar o carro da garagem para fazer compras em um lugar onde os preços estão melhores. (Se rolar uma carona ou dividir um táxi ou uma corrida de aplicativo aí a coisa fica melhor ainda)

Além disso, aproveite os dias de promoção como: A segunda do açougue mais barato, a terça dos produtos de limpeza e higiene pessoal, e por aí vai. Os mercados estão cheios desses dias especiais onde certos produtos ficam especialmente mais em conta.

E por fim, nunca, jamais vá no mercado no início do mês, pois no início do mês tudo é mais caro e use e abuse dos encartes dos concorrentes para conseguir baixar ainda mais o valor das compras do mês.

2. Mude hábitos ou marcas

Você pode ter que mudar alguns hábitos para proteger seu dinheiro.

Que tal ao invés de pegar dois ônibus para ir pra casa, pegar apenas um e fazer uma caminhada?
Ao invés de tirar o carro da garagem e encarar o combustível nas alturas, passar a andar mais de transporte público?

Ou então, começar a fazer programas mais baratos como: ir a um parque e fazer um piquenique? Ou até numa praia sem muitas extravagâncias?

Nas refeições, que tal optar por frango mais vezes no cardápio, ao invés daquele filé mignon?
Ou substituir a marca A pela marca B de desodorante e shampoo?

Se por um lado se perde com uma alta da inflação, mudando certos hábitos e economizando, é possível equilibrar essa defasagem no seu orçamento mensal, criar hábitos mais saudáveis e até aumentar a qualidade de vida.

3. Renegocie seus contratos

Está muito comum a renegociação de contratos firmados antes dessas altas nos indicadores de preço.

Os contratos de aluguel, por exemplo, que são em sua grande maioria reajustados pelo IGP-M, estão sendo comumente renegociados para serem reajustados por outro índice de referência por conta da alta fora do comum do índice original.

Está difícil para todo mundo e não tem essa de ficar sem jeito de pedir uma reavaliação no seu contrato de locação. Apostamos que seu locador não vai querer perder você com risco de acabar um imóvel vazio e tendo que bancar todos os custos disso.

Além disso, busque renegociar seus contratos de celular, TV a Cabo, internet e até os serviços de Streaming (tem muito pacote por aí que vende dois pelo preço de um). Existe muito concorrente por aí que tá louco pra ter você como cliente. Deixe o amor pela marca ou empresa de lado e parta pra quem trata seu bolso com mais carinho!

Resumindo: Negocie como se não houvesse amanhã e com vontade!

4. Saia da poupança!

Esse é o último e talvez o mais importante passo pra você se proteger da inflação.

Nos últimos anos a poupança veio perdendo pra inflação e não está sendo pouco. Somente nos últimos 12 meses, a poupança rendeu apenas 6,17% e, como já mencionado no começo dessa matéria, a inflação está em 10,25%.

Ou seja, mesmo “investindo” na poupança, seu dinheiro tá perdendo valor.

Com uma inflação alta, é muito importante tomar melhores decisões em relação aos investimentos. Existem muitas opções que são tão seguras quanto a poupança e que podem te proteger da desvalorização.

O Tesouro IPCA é uma excelente opção, além de CDB’s de bancos intermediários com proteção garantida pelo FGC. Para isso, é muito importante dar um passo de abrir uma conta numa corretora para ter acesso a esse tipo de investimento.

Bora sair da poupança e começar a investir como gente grande?
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